
O presidente do Equador, Guillermo Lasso, fez um pronunciamento durante a madrugada desta quinta-feira (10) após o assassinato do presidenciável Fernando Villavicencio. Lasso decretou estado de exceção e garantiu que as eleições presidenciais estão mantidas para o dia 20 de agosto.
Villavicencio, de 59 anos, foi morto a tiros, ontem, ao deixar um comício em Quito. Nove pessoas ficaram feridas no atentado, e seis foram presas. Um dos suspeitos foi morto em uma troca de tiros com a polícia.
O presidente equatoriano afirmou que, com o estado de exceção, as Forças Armadas foram mobilizadas para garantir as eleições e a segurança nacional.
Quem era Villavicencio
Nascido em 11 de outubro de 1963, em Alausí, Fernando Alcibiades Villavicencio Valencia teve uma intensa trajetória como jornalista e sindicalista. Iniciou na carreira política como um dos fundadores do Partido Pachakutik, em 1995.
Crítico do correísmo e do governo Lasso, Villavicencio foi um dos personagens mais visíveis nas denúncias de corrupção nos setores de petróleo, energia, telecomunicações e estruturas criminosas, segundo seu perfil na Assembleia Nacional do Equador.
Ele afirmou que o Equador havia se tornado um “narcoestado” e propôs restaurar a segurança com as forças armadas e a polícia nas ruas; e, ao mesmo tempo, liderar uma luta contra o que ele chamou de “máfia política”.
Villavicencio foi casado com Verónica Sarauz, com quem teve cinco filhos.
Críticas a Lula e Bolsonaro
O principal adversário político de Villavicencio era Rafael Correa, ex-presidente do Equador e aliado de Luiz Inácio Lula da Silva, sobre quem compartilhou uma série de textos sobre corrupção na Petrobras.
Mas Villavicencio por várias vezes também criticou o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro — desde reportagem que falava sobre “potencial genocídio” promovido pelo brasileiro durante a pandemia até denúncias de corrupção contra os filhos do ex-mandatário.
*Imagem: Reprodução / Twitter