5 de abril de 2025

Começa a ser aplicada hoje (27) em todo o país a vacina bivalente contra a Covid-19. As vacinas bivalentes usam componentes de duas cepas de um vírus – neste caso, a cepa original da Covid-19 e a Ômicron.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina tem perfil de segurança e eficácia semelhante ao das vacinas monovalentes.

Inicialmente, a vacina será aplicada somente nos chamados grupos de risco. Conforme divisão anunciada pelo ministério, a imunização será feita da seguinte forma: na fase 1, pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas; na fase 2, pessoas com idade entre 60 e 69 anos; na fase 3, gestantes e puérperas; e na fase 4, profissionais de saúde.

Autorização da Anvisa

No Brasil, duas vacinas bivalentes, ambas produzidas pelo laboratório Pfizer, receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial. Elas são indicadas como dose única de reforço para crianças e adultos, após dois meses da conclusão do esquema vacinal primário, ou como última dose de reforço.

Estudos

São escassos os dados sobre estimativas da eficácia da vacinação bivalente contra as (re)infeções por SARS-CoV-2, especialmente em relação às vacinas monovalentes atualmente utilizadas. Um estudo dos Estados Unidos documentou recentemente que a vacina bivalente direcionada à variante Ômicron conferiu maior proteção em indivíduos de diferentes faixas etárias do que a vacinação monovalente (46% x 38%). No entanto, este estudo testou as vacinas bivalentes recém-desenvolvidas visando a glicoproteína spike (S) das subvariantes Ômicron BA.4/BA.5. Além disso, os pesquisadores não estratificaram essas estimativas pelo histórico de COVID-19 do indivíduo.

Da mesma forma, um preprint das nações nórdicas documentou 75% de eficácia da vacina bivalente direcionada à Ômicron BA.1 contra hospitalização em indivíduos com 50 anos ou mais. De acordo com dados de vigilância holandeses, a vacina bivalente reduziu o risco relativo de reinfecções em 58% em mais de 60 anos de idade.

Monovalentes

O ministério reforça que as vacinas monovalentes contra a Covid-19 seguem disponíveis em unidades básicas de Saúde (UBS) para a população em geral e são classificadas como “altamente eficazes contra a doença”, garantindo grau elevado de imunidade e evitando casos leves, graves e óbitos pela doença.